
Campinas, 9 de setembro de 2026 – A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) cobra a revisão das mudanças promovidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) nas bolsas de formação e internacionalização de pesquisadores. As novas regras retiraram do fluxo contínuo da Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) estudantes de Iniciação Científica e Mestrado e reduziram de 12 para seis meses a duração inicial das bolsas para Doutorado, Doutorado Direto e Pós-Doutorado. Além disso, houve também o corte de 50% da bolsa no país para pós-doutorandos, comprometendo o sustento de suas famílias no Brasil durante o período de estágio no exterior.
Restringir oportunidades de formação e intercâmbio científico representa limitar o engajamento científico de jovens pesquisadores. A experiência internacional permite acesso a novas metodologias, tecnologias, laboratórios e redes de pesquisa, conhecimento que retorna ao Estado e fortalece a ciência brasileira.
A FAPESP tem importância estratégica para os 16 institutos públicos de pesquisa do Estado de São Paulo (veja a lista abaixo), responsáveis pela produção de conhecimento em áreas como meio ambiente, saúde e agricultura. Essas instituições também formam novos pesquisadores, com atividades de Iniciação Científica e Pós-Graduação.
A APqC também alerta que restringir bolsas para formação no exterior pode ampliar desigualdades, tornando a internacionalização mais acessível a quem possui recursos próprios. Produzir ciência e formar pesquisadores é investimento estratégico. Um Estado e um país que pretendem ser grandes precisam produzir conhecimento, desenvolver suas próprias tecnologias e formar seus cientistas. Ciência é desenvolvimento e soberania.
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Normas anteriores: https://fapesp.br/18354/bolsa-estagio-de-pesquisa-no-exterior-bepe-normas-validas-ate-31082026
Normas vigentes 1/09/2026: https://fapesp.br/bolsas/bepe
Mais informações: apqc.org.br / Assessoria de imprensa: Marcelo Nadalon (11) 96632-6689