Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo

Atua na defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa Científica do Estado de São Paulo

NOTA: Turismo predatório de baleias no litoral de São Paulo

Campinas, 23 de junho, de 2026 – A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) manifesta preocupação com os recentes registros divulgados nas redes sociais que indicam possíveis práticas de turismo predatório durante atividades de observação de baleias no litoral norte do Estado de São Paulo.

A observação de baleias é uma importante ferramenta de educação ambiental, quando realizada de forma responsável, contribuindo para a conservação das espécies, para a produção de conhecimento científico e para o desenvolvimento sustentável das comunidades costeiras. No entanto, relatos de aproximações inadequadas de embarcações, perseguição de animais e aumento desordenado da atividade exigem atenção das autoridades competentes.

A APqC considera preocupante a crescente exploração comercial da observação de baleias, com passeios vendidos por valores superiores a R$ 500 por pessoa, em Ilhabela, transformando uma atividade que deveria estar associada à educação ambiental e à conservação em um produto turístico de alto custo e elitizado. A mercantilização excessiva da atividade contraria os princípios que justificam sua existência e pode contribuir para a banalização dos riscos impostos aos animais.

Essa perseguição às baleias ocorre dentro de um contexto mais amplo, de enfraquecimento e extinção de instituições históricas em matéria de meio ambiente nos últimos anos, como o Instituto Florestal. Essa fragilização da estrutura de Estado foi reconhecida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou ao governo de São Paulo a adoção de medidas para recomposição da capacidade técnica dos órgãos ambientais, incluindo a contratação de pesquisadores. A proteção da biodiversidade exige atuação permanente do Estado.

As baleias que chegam à costa brasileira utilizam a região para reprodução e cuidado dos filhotes. O excesso de embarcações, a aproximação inadequada e o ruído dos motores podem causar estresse. O próprio Guia de Observação de Baleias do Projeto Baleia Jubarte destaca a necessidade de regras rigorosas para evitar perturbações aos animais e garantir sua conservação.

A APqC, publicamente, cobra dos órgãos ambientais o monitoramento dos impactos dessa atividade e a intensificação da fiscalização para garantir o cumprimento das regras de observação. A recuperação das populações de baleias observada nas últimas décadas é resultado de anos de pesquisa e conservação, e não pode ser colocada em risco por interesses econômicos.

Mais informações:

Marcelo Nadalon – (11) 96632-6689

Vídeos de redes sociais

2026

https://www.instagram.com/reels/DZQzsCVxQ-B

https://www.instagram.com/reel/DZQ8D9qA_uS/?igsh=MWQ3dGhyOG51czJ1Ng==

https://www.instagram.com/reel/DYaAFgvBZCi/?igsh=MWliYnQyZWNvcGQzag==

Uso de drones sobre as baleias

https://www.instagram.com/reel/DZGTag6vhxF/?igsh=czAyeXhlbmYyem4x

https://www.instagram.com/reel/DYDh65zxCnJ/?igsh=MWl4YjdnY3llbXpwZg==

Outros registros

2024

https://www.instagram.com/reels/C8SuBKLSc5-

https://www.instagram.com/reels/C-3SJ3ApPHD

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