Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo

Atua na defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa Científica do Estado de São Paulo

Entidades científicas, sindicais e acadêmicas repudiam ataque dos EUA à Venezuela

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) divulgou, em 5 de janeiro, nota de posicionamento em que repudia o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e manifesta solidariedade ao povo venezuelano. No texto, a entidade destaca que o respeito ao direito internacional e à soberania dos Estados é condição essencial para a cooperação científica internacional e para a construção de soluções globais, ressaltando que a defesa da ciência pública está diretamente ligada à defesa da autodeterminação dos povos.

Na nota, a APqC afirma que ações unilaterais violam princípios fundamentais da convivência entre as nações e enfraquecem os mecanismos multilaterais necessários não apenas à paz, mas também ao avanço científico e ao enfrentamento de desafios comuns à humanidade.

No mesmo sentido, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) divulgaram nota conjunta na qual condenam a operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano. O documento classifica os acontecimentos como grave violação da Carta das Nações Unidas, em especial dos princípios da soberania, da não intervenção e da proibição do uso da força. As entidades alertam para os riscos que a naturalização de ações militares unilaterais representa para a América Latina e o Caribe, além de enfatizarem os impactos negativos sobre a paz, as instituições democráticas, a ciência, a educação e o desenvolvimento sustentável.

Também as Centrais Sindicais brasileiras se manifestaram por meio de uma nota conjunta de repúdio. O texto denuncia a intervenção como uma ação imperialista e golpista, associada a interesses geopolíticos e econômicos, especialmente relacionados às riquezas naturais da Venezuela. As entidades sindicais defendem que cabe exclusivamente ao povo venezuelano decidir sobre seu próprio destino e cobram uma atuação firme do governo brasileiro em defesa da soberania, do multilateralismo e de uma solução pacífica para a crise.

A ADunicamp, entidade representativa dos docentes da Universidade Estadual de Campinas, publicou nota em que condena de forma veemente a agressão externa sofrida pela Venezuela. O documento afirma que a ação militar viola o direito internacional, ameaça a paz na América Latina e abre precedentes perigosos para a escalada de conflitos no continente. A entidade reafirma seu compromisso com a democracia, a justiça social e a autodeterminação dos povos, além de expressar solidariedade ao povo venezuelano diante dos impactos sociais e econômicos das intervenções e sanções.

Já o Fórum das Seis — que reúne sindicatos e associações de docentes, servidores técnico-administrativos e entidades estudantis das universidades públicas paulistas e do Centro Paula Souza — aprovou moção de solidariedade ao povo venezuelano e de repúdio à agressão imperialista. O texto denuncia o ataque como parte de uma política histórica de dominação sobre a América Latina, destaca o sequestro de autoridades venezuelanas e convoca à mobilização social em defesa da soberania e da integração regional.

As manifestações públicas de entidades científicas, acadêmicas, sindicais e estudantis evidenciam que amplos setores da sociedade civil brasileira acompanham com atenção os desdobramentos da crise e se mantêm organizados na defesa da soberania dos povos, do direito internacional, da paz e do fortalecimento dos mecanismos multilaterais.

Leia a nota da APqC na íntegra:

Nota de posicionamento da APqC sobre o ataque dos Estados Unidos à Venezuela

Campinas, 5 de janeiro de 2026 – A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) repudia o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, no fim de semana, e se solidariza com o povo venezuelano. O direito internacional deve proteger a soberania dos Estados e coibir ações unilaterais, condição essencial para a cooperação científica internacional e para a construção de soluções globais. A defesa da ciência pública está diretamente ligada à defesa da soberania das nações e da autodeterminação dos povos.

Leia a nota conjunta da ABC e da SBPC (clique aqui).

Leia a nota conjunta das Centrais Sindicais (clique aqui).

Leia a nota da ADunicamp (clique aqui).

Leia a nota do Fórum das Seis (clique aqui).

Foto: Agência Brasil

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