Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo

Atua na defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa Científica do Estado de São Paulo

APqC destaca desmonte ambiental em audiência pública nesta segunda (8)

Nesta segunda-feira, 8 de junho, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) recebe a audiência pública “Dia do Meio Ambiente”, convocada pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL). O encontro acontece das 19h às 22h, no Plenário Tiradentes, reunindo representantes da sociedade civil, organizações ambientais e da comunidade científica para debater a defesa do meio ambiente e do patrimônio público no Estado de São Paulo.

A mesa de debates conta com a participação de Carlos Bocuhy, da PROAM; Adriana Abelhão, da ONG Preservar; e da presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Helena Dutra Lutgens, cuja gestão tem se destacado pela denúncia de retrocessos ambientais e do desmonte da pesquisa pública paulista.

Realizada na esteira do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a audiência reforça a necessidade de mobilização frente à devastação ambiental e aos ataques às políticas públicas de proteção ambiental.

Para Helena Dutra Lutgens, “a pesquisa científica ambiental no Estado de São Paulo está em processo avançado de desmonte. Falta de pessoal técnico qualificado, desarranjo e sucateamento institucional, ausência de planejamento, de recursos e de controle social nos últimos 20 anos levaram a retrocessos, tanto da pesquisa quanto da conservação de áreas protegidas, cenário que vem sendo aprofundado pelo governo Tarcísio de Freitas.”

A APqC tem desempenhado papel central na denúncia de problemas estruturais que comprometem a produção de conhecimento científico e a preservação ambiental no estado. Entre os principais pontos levantados pela entidade estão o desmonte institucional, com a falta de pessoal e a extinção de cargos técnicos essenciais e de institutos e autarquias, como a SUCEN.

Outro eixo de atuação da Associação envolve a oposição à venda e concessão de áreas públicas estratégicas para a pesquisa científica e a conservação ambiental, como a Fazenda Santa Elisa. A entidade também tem levado denúncias a audiências públicas e ao Supremo Tribunal Federal (STF), apontando a omissão do poder público diante da precarização das carreiras científicas — cenário que compromete a capacidade do Estado de enfrentar crises envolvendo epidemias, mudanças climáticas, queimadas e desmatamento, entre outras.

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