Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo

Atua na defesa dos Institutos Públicos de Pesquisa Científica do Estado de São Paulo

Entrevista: a trajetória de Cristiano Corrêa de Azevedo Marques na saúde pública paulista

Com uma trajetória construída ao longo de décadas na saúde pública, o pesquisador científico Cristiano Corrêa de Azevedo Marques reúne experiência tanto na produção de conhecimento quanto na gestão de instituições estratégicas do Estado de São Paulo. Formado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com formação complementar em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP), sua atuação é voltada à epidemiologia e ao enfrentamento de doenças infecciosas, especialmente no âmbito da vigilância em saúde.

Ao longo da carreira, passou por órgãos centrais da estrutura sanitária paulista, como a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), onde atuou como pesquisador e também em funções de direção, e o Instituto Adolfo Lutz, que dirigiu entre 1997 e 2004. Sua trajetória inclui ainda passagens pela Coordenadoria de Institutos de Pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde, pelo Instituto Butantan e, mais recentemente, pelo Instituto Pasteur, com participação em atividades de pós-graduação na área.

Com formação sólida em epidemiologia e experiência em gestão de ciência e tecnologia, Marques acompanhou de perto mudanças importantes na forma como o Brasil enfrenta epidemias e organiza suas políticas públicas em saúde. Seu trabalho transita entre a pesquisa aplicada, a análise de dados e a tomada de decisões em contextos de crise sanitária, envolvendo pesquisa aplicada, análise de dados e atuação em estruturas de gestão da saúde pública.

Nesta entrevista, ele reflete sobre os desafios contemporâneos da saúde pública, o papel da ciência na formulação de políticas e as perspectivas para o enfrentamento de novas ameaças sanitárias. A APqC falou com o pesquisador sobre esses e outros temas. Leia a íntegra da conversa a seguir.

Sua trajetória está ligada à saúde pública e ao controle de endemias. O que o levou a escolher essa área e como ela evoluiu ao longo da sua carreira?

Desde jovem gostava de ciências e lia com frequência revistas como Tecnirama, Ciência Ilustrada dentre outras. Neste período fui atraído pelas ciências biológicas muito devido às histórias de Charles Darwin; queria ter cursado História Natural, porém este curso foi extinto em 1964. Ao final por influência familiar cursei 2 anos de Agronomia da Universidade Federal de Viçosa MG, porém, não satisfeito, fiz outro vestibular e cursei o Bacharelado em Ciências Biológica na UFMG. Ainda como graduando iniciei atividade de monitor bolsista de Imunologia no departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, onde cheguei a participar de projetos de pesquisa em Esquistossomose Mansônica e outros enteroparasitas, quando publicamos artigos sobre o tema. Uma vez formado e procurando emprego fiz 3 concursos de seleção e fui aprovado e contratado como Biologista da SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias, Autarquia responsável pelo controle de doenças transmitidas por vetores e hospedeiros intermediários, como a Esquistossomose, Malária, Leishmaniose e doenças de Chagas), no ano de 1980. Fui designado para o Serviços Regional 3 com a missão de montar uma rede de laboratórios para diagnóstico da Esquistossomose no Vale do Paraíba, e ao longo dos trabalhos fui tomando conhecimento de uma outra realidade fora do ambiente laboratorial, a questão das doenças endêmicas e sua realidade social, e me atraindo pelas questões da Saúde Pública. Dois anos depois fui cursar a Especialização em Saúde Pública na Faculdade de Saúde Pública da USP onde fiz muito colegas. Retornando ao Vale do Paraíba, algum tempo depois assumi o cargo de Diretor Regional do Vale do Paraíba e Litoral Norte Paulista, período no qual vivenciei muitas experiências e aventuras, com a gestão de programas (episódios-exemplos: Bananal; Jambeiro, Normas técnicas de programas verticais de Saúde Pública). Em 1985 prestei concurso para pesquisador científico.

Posteriormente em 1995 fui designado Diretor Técnico da Divisão de Orientação Técnica da SUCEN na sede da Autarquia o que me fez mudar para São Paulo, onde tive a oportunidade de participar do planejamento e monitoramento e avaliação dos programas executados pela SUCEN.

Em 1997 fui indicado e nomeado diretor do Instituto Adolfo Lutz (IAL), onde exerci a direção do Instituto até 2004. Este foi um momento de grandes desafios, sucessos e insucessos. Naquele mesmo ano (1997) enfrentamos uma Epidemia de Sarampo que nos demandou muito esforço e o Instituto respondeu com muita prontidão e competência. Ao longo deste período muitos eventos e episódios merecem destaque; alerta do Antrax após o 11 de setembro de 2001, Anticoncepcionais adulterados, com consequências graves à população, de 1970 a 2001 vários novos patógenos foram identificados em circulação na população paulista (28 no Brasil, sendo que destes 13 no estado de São Paulo pelo IAL) e, muito relevante também, o desafio da gestão dos recursos humanos que fazem o Instituto cumprir sua missão. Neste ponto destacamos a realização de concurso para prover o Instituto de profissionais que são os responsáveis pela atuação da instituição. Também foram desenvolvidas ações estratégicas para implementação da integração dos órgãos responsáveis pelo que chamamos hoje de Vigilância em Saúde (Vigilância Epidemiológica; Vigilância sanitária, CRT-AIDS, Instituto Pasteur e Instituto Butantan e IAL). Foi um período de grande aprendizado e realizações.

Em 2004 fui designado para a assessoria do Coordenador da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD-SES -SP). onde se vinculavam as instituições da Vigilância em Saúde (IAL inclusive). Neste momento desenvolvemos um projeto para reestruturar este setor da Secretaria, propondo a criação de uma Agência de Controle de Doenças, à semelhança da estrutura do que é a ANVISA atualmente. O projeto teve muita resistência de outros setores da SES e foi abandonado. Entre as muitas atividades desenvolvidas na CCD destaco a Implementação do Sistema de informação de mortalidade e nascidos vivos na SES, em todos os municípios do estado de São Paulo.

Com objetivo de retornar para atividades estritamente de pesquisa em 2009 solicitei transferência para o Instituto Butantan, especificamente para o Laboratório de História da Ciência. Contudo o diretor naquela época solicitou para que servisse na diretoria como assessor técnico, onde exerci atividades relacionadas à direção do Instituto. Posteriormente com a mudança da diretoria, fui alocado no desejado laboratório de história da Ciência onde permaneci desenvolvendo pesquisas, cursos e treinamentos, orientando bolsistas e publicando artigos, até meu retorno à SUCEN em 2019.

Na SUCEN, retomei as pesquisas relacionadas com dengue com especial atenção com a correlação da densidade dos vetores e incidência do vírus da Dengue na população. Neste período fui informado da extinção da autarquia e finalmente me aposentei pelo Instituto Pasteur.

Além desta trajetória institucional, deste 2015 exerço, ainda que aposentado, a atividade de professor colaborador do Programa de Pós-graduação da CCD, onde ministro a disciplina de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e oriento alunos de mestrado e doutorado.

O senhor participou de estudos envolvendo doenças como dengue e febre amarela. Fale sobre eles e de que modo respondem aos principais desafios no enfrentamento dessas doenças no Brasil.

Por incrível que pareça, embora a Febre Amarela fosse considerada um problema superado e naquele momento a vigilância da infestação pelo vetor (Aedes aegypti), no início da década de 1980 era de responsabilidade do governo federal. Com relação à Dengue, somente havia casos registrados (com confirmação laboratorial) em um surto em Roraima. Apenas em 1986, com a ocorrência de casos no Rio de Janeiro, que a doença passa a ser considerada um risco em saúde pública e naquele momento há uma intensificação da vigilância vetorial e um alerta ao Sistema nacional de vigilância Epidemiológica. Em 1897 são registrados os primeiros casos na região de Araçatuba (município de Guararapes). Naquele momento o Estado de São Paulo por meio da SES-SP assume o controle das ações de vigilância epidemiológica; e controle do vetor, por meio da SUCEN.

Minha tese de mestrado se dedicou a questão das doenças transmitidas por vetores, com enfoque na Dengue. A ideia consistia analisar modelos matemáticos que pudessem auxiliar na avaliação das medidas de controle e predição da intensidade da doença. Naquele momento como subproduto da dissertação foi possível calcular o Número Reprodutivo Basal (R0) da Dengue, em resumo, o R0 é um indicador do potencial de propagação de uma doença infecciosa em condições ideais de transmissão. Ele é fundamental para estimar o risco de epidemias, planejar medidas de controle e calcular, por exemplo, a proporção da população que precisaria estar imune para interromper a transmissão (o chamado limiar de imunidade coletiva).

Embora por um período tenha me dedicado a gestão, prossegui com pesquisas neste tema, contudo incorporando elementos de um contexto mais abrangente que envolvia mais do que apenas os aspectos biológicos, mas incorporava elementos sociopolíticos e estruturais do SUS. Neste período desenvolvi minha tese de doutorado, avaliando o programa de Prevenção e controle da Hepatites Virais. Considero que avaliação é um elemento fundamental para ações de saúde pública ou qualquer outra intervenção.

No período de 2020 a 2024 realizamos alguns estudos e orientações de doutorado sobre o tema Dengue e seus vetores, em síntese, fica bem evidente que, não apenas pelos estudos por nós realizados, mas também por outros autores que o problema é multicausal, ou seja, fatores como Saneamento, Habitação e Educação e outros fatores são determinantes da Dengue e de outras doenças transmitidas por vetores e hospedeiros intermediários, estão fora da atuação do setor Saúde, este é um aspecto. Outro ponto é a necessidade de revisão das ações de intervenção (controle) que são padronizadas independente do território, no Brasil temos mais de 5000 municípios com características culturais, climáticas, socioeconômicas diferentes, não podemos crer que as mesmas ações de controle padronizadas poderiam ser efetivas em contextos diversos.

Os desafios residem da multi-causalidade ou da multideterminada causa da doença. Muitas destas causas residem fora do setor saúde, exigindo ações multisetoriais que dependem de outras secretarias e/ou ministérios como Educação. Infraestrutura, saneamento, habitação etc.

Durante a pandemia de COVID-19, houve impactos indiretos em outras doenças, como a dengue. O que essa experiência revelou sobre a relação entre comportamento social e saúde pública?

No meu ponto de vista, o impacto mais evidente da Pandemia de COVID-19, foi uma redução da notificação ao sistema de vigilância epidemiológica, e não sua ocorrência, de casos das outras doenças transmissíveis, incluindo a Dengue.

Especificamente no caso da Dengue, a hipótese que buscamos avaliar em uma pesquisa realizada, foi que a necessidade do lockdown proposto pelo Sistema de Saúde poderia ter algum impacto positivo para o controle do Aedes, nos domicílios, uma vez que a população disporia de mais tempo para cuidar dos criadouros domésticos, porém tal hipótese não se confirmou. Podemos observar que em 2024, após a Pandemia, tivemos a maior epidemia de Dengue já registrada com mais de 6 milhões de casos notificados sendo aproximadamente um terço destes no Estado de São Paulo.

No caso da vacinação, especialmente contra a febre amarela, ainda há dúvidas e receios na população, agravada pela desinformação das fake news disseminadas durante a pandemia. Quais os prejuízos causados pelo negacionismo científico e como combatê-lo?

Em um momento que existe quem acredite que a terra é plana e o aquecimento global é uma “intriga da oposição”, há que aqueles que divulguem, e quem acredite, que vacinas podem fazer mal. A baixa cobertura vacinal que verificamos atualmente não é apenas um produto destas Fake-news, contudo estas tem um papel relevante neste quadro atual, anteriormente o PNI era um exemplo para o mundo com coberturas acima de 90%. O tema é complexo pois junto a estes, se juntam aqueles com o que se chama de hesitação vacinal, que são questões diferentes. De qualquer forma considerando o milhões de vidas que as vacinas têm protegido, o negacionismo das vacinas é um cruel desserviço ao planeta. Participei de uma banca de mestrado de uma jornalista que avaliou o impacto de mídias sociais na vacinação contra a COVID-19 com resultados muito importantes e reveladores sobre a comunicação digital e comportamento das pessoas, O que precisa ser feito é repensarmos nossas abordagens com a população e, os formuladores de políticas públicas, priorizarem a comunicação com a sociedade.

Sua atuação também envolve doenças menos comuns, como o antraz. O Brasil está preparado para lidar com esse tipo de ameaça?

O episódio com o Antraz foi muito influenciado pelo 11 de setembro 2001 nos EUA. Contudo foi um alerta para os sistemas de saúde no que diz respeito ao bioterrorismo. No caso do Brasil, São Paulo, o sistema de Saúde, em especial as vigilâncias (o IAL incluso) tiveram uma atuação exemplar. Apesar do Antraz não ser uma doença de ocorrência na população a anos, rapidamente montamos um laboratório para atender as notificações suspeitas e todas as suspeitas foram analisadas e se mostraram negativas. Este episódio demonstra a necessidade de instituições como o Instituto Adolfo  Lutz e outra instituições , que realizam pesquisas e abrigam profissionais pesquisadores para responder a emergências das mais inusitadas.

Instituições como a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) têm papel estratégico. No entanto, o órgão foi extinto, apesar dos protestos da comunidade científica. Quais os impactos dessa decisão para a saúde pública?

Lamentável a decisão do governo, no mínimo foi mal orientado. A SUCEN vem de uma história relevante no controle de doenças iniciado com a campanha de profilaxia do Impaludismo (Malária) em 1933 e prossegue incorporando o controle das doenças de Chagas, Esquistossomose, Leishmaniose e Dengue, e atualmente incluem outras arboviroses. Com a implementação do SUS e a municipalização, a Autarquia passa a executar um papel estratégico na assessoria e complementação de atividades aos municípios na execução de ações de controle de vetores e hospedeiros intermediários, além de desenvolvimento de pesquisas sobre estas doenças para aperfeiçoamento, maior conhecimento e aumento, da eficiência destes programas de controle. Como consequência, cria-se um vazio nesta área pois nada foi criado para cumprir o papel coordenador e de pesquisa desenvolvido pela SUCEN.

O senhor atua como pesquisador, mas também ocupou cargos de direção em importantes institutos de pesquisa. Como avalia a estrutura e as condições de trabalho atuais para a pesquisa em saúde pública no Estado de São Paulo?

Verificamos que muitos gestores estão vendo a Saúde com um negócio (commodity), passível de ser negociada e produzir lucro. Nossa constituição já define a saúde como um direito. Infelizmente vemos que a população ainda não está consciente deste direito.

Ao longo do tempo o estado de São Paulo estruturou um respeitável parque de institutos de pesquisa que em parte foram responsáveis pelos desenvolvimentos desta unidade da federação. No setor saúde identificamos A SUCEN; Instituto Pasteur; Instituto Butantan; Instituto Clemente Ferreira; Lauro de Souza Lima; Instituto Adolfo Lutz e o Instituto de Infectologia Emilio Ribas. Mais recentemente Instituto de Saúde e CRT-AIDS.

Estas instituições desempenham duas funções básicas atendimento à população e com base nesta experiencia realizam estudos, pesquisas, desenvolvimento e incorporação tecnológica que são divulgados e transferidos para demais unidades da rede municipal e estadual de saúde.

Verificamos atualmente que a gestão pública não tem dado a devida atenção para a gestão dos institutos de pesquisa do Estado de São Paulo, acredito que decorre desta visão privatizante, pois os institutos são públicos e no caso do setor saúde, ocupam um espaço vislumbrado pela iniciativa privada.

Ao longo da sua experiência, o que mudou na forma como o Brasil enfrenta epidemias e emergências sanitárias?

Acho mudou muito pouco, acredito que os programas ou estratégias dever ser revistas. Existe uma resistência de alguns gestores reverem as estratégias de intervenção, a questão principal reside no fato que um serviço bem executado com resultados positivos, resulta na ausência de doenças, como resultado, muitas vezes a população não se dá conta e, portanto, não gera voto.

A territorialização, ou seja, adequação das estratégias de controle de acordo com a comunidade local deveria ser priorizadas. Contudo estas mudanças entram em conflito com estruturas consolidadas dentro do setor da saúde pública. Já foram publicados diversos estudos/artigos avaliando programas de controle de diversas doenças como Chagas, leishmanioses, arboviroses, e estes estudos indicam esta necessidade de revisão dos métodos de intervenção priorizando adaptação às realidades locais. A atenção voltada para assistência médica atende uma realidade, a transição epidemiológica; contudo não podemos nos esquecer das doenças pandêmicas e epidêmicas, elas são uma realidade. Como as autoridades públicas poderão responder caso ocorra uma epidemia de COVID-19, por exemplo, devido a uma falha do sistema de vigilância por falta de investimentos nestas áreas? A situação é lamentável…, mas temos vagas para neurocirurgia em um hospital de alta tecnologia?

Olhando para o futuro, quais são as principais ameaças sanitárias que o Brasil deveria observar com mais atenção?

Considerando o conceito da transição epidemiológica, é inegável o aumento das doenças crônicas não transmissíveis (neuropatias, doenças cardiovasculares, pulmonares e doenças mentais), isto graças ao aumento da expectativa de vida da população, devido a muita pesquisa (vacinas, medicamentos, métodos de diagnóstico precoce) e desenvolvimento social. Contudo as doenças infecciosas têm mantido sua relevância (as chamadas doenças emergentes e reemergentes) e ao longo dos últimos anos várias doenças infectocontagiosas têm sido detectadas e vem sendo objeto de intervenção do SUS.  Torna-se fundamental a implementação do sistema de vigilância em saúde (Epidemiológica, Sanitária, Vetores e Laboratório de Saúde Pública) incluindo reforço de recursos humanos, capacitação de novos profissionais, investimento na modernização de instalações e equipamentos e informática.

Atualmente verificamos um aumento relevante das arboviroses (Febre Amarela; Dengue; Zika Vírus, Chikungunya, Oropouche) além da vigilância de outros arbovírus como West Nile Vírus e outros, que demandam um complexo de ações que transcendem o setor saúde.  O diagnóstico e tipagem destes vírus, controle do vetor e desenvolvimento de vacinas são atividades fundamentais para promoção e proteção da saúde da população. Devemos salientar que estas doenças, embora possam atingir toda população, tem maior incidência na população de baixa renda, desta forma verificamos a importância do setor público, o SUS, na pilotagem destas ações.

Entrevista concedida a Bruno Ribeiro, para a APqC, em 08/07/2026

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